SaeR - Sociedade de Avaliação de Empresas e Risco

RT SaeR Junho 2010

Editorial
-disponível para download no final desta página-

O que fica
As Crises de Descontinuidade nas Economias Desenvolvidas Maduras
Uma crise de descontinuidade é um processo complexo e doloroso, que implica a alteração do padrão futuro, pois implica a instalação de novos dispositivos de regulação e estabilizadores automáticos. No caso europeu, a existência de uma moeda única, sem que tal represente um poder político e orçamento comuns, e economias convergentes entre os diversos Estados, tem importante quota-parte de responsabilidade na actual crise. Sem uma coordenação central, que anule os desequilíbrios que resultaram no endividamento das suas economias, resta saber se ainda é possível reformular as suas políticas públicas e respectivos sistemas financeiros, num processo coordenado por uma autoridade política central.
 
Análise de Conjuntura
Cenários que se Apresentam à Escala Político-Económica
Se as incertezas económicas afectam a generalidade dos países desenvolvidos, é um facto que ao nível das economias ocidentais existem diferenças significativas na forma como estas têm enfrentado e tentado ultrapassar as actuais contingências. Se no caso norte-americano, os indicadores macroeconómicos parecem indiciar uma recuperação, já a União Europeia vive um período conturbado, perigoso, inclusivamente, para a própria unidade política - com a moeda única a ser colocada em causa. Vários cenários se podem colocar perante o risco de uma double-dip recession, em particular importantes desafios geopolíticos, os quais é impossível descurar.
 
Tema de Fundo
A Economia da Dívida
A dívida não é, necessariamente, negativa, pois, caso se encontre equilibrada com o capital existente, poderá ser, até, útil. Tendencialmente, os mercados são estáveis, mas poderão entrar num ciclo negativo, onde uma dívida só poderá ser paga através da contracção de nova dívida. Poderá ser necessário reconfigurar estruturalmente as dívidas, de modo a evitar a paralisação das economias e a desintegração das sociedades.
 
Estratégia e Competitividade
Degradação das Condições de Financiamento da Economia Portuguesa
A crise da dívida soberana motiva o cepticismo dos credores internacionais quanto à capacidade de alguns países honrarem os seus compromissos de pagamento de dívida externa. Com a menor disponibilidade dos credores em financiar os Estados, os custos de financiamento dos bancos e dos tesouros sofrem um amplo aumento.
 
Espaços Económicos e Geopolítica
Desemprego e Planos de Ajustamento em Espanha
Espanha sofreu uma profunda recessão em 2009. A produção diminuiu cerca de 3,6%. A evolução da taxa de emprego é um factor chave para o futuro da estabilização da economia espanhola. Os dados do primeiro trimestre deste ano demonstram que a deterioração dos números do emprego é agora um pouco mais moderada, de 6,1%, no último trimestre de 2009, para 3,6%, no primeiro trimestre de 2010, mas como uma taxa de desemprego de 20,05%. O aumento do desemprego representa uma clara ameaça à recuperação, na medida em que o consumo das famílias é a principal força impulsionadora do PIB, pois os salários não contribuirão para o incremento destes números.
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