SaeR - Sociedade de Avaliação de Empresas e Risco

RT SaeR Setembro 2012

Editorial

O que fica

Uma crise sem fim à vista, uma austeridade sem alternativa

Qual é a origem das correntes de endividamento que empurram as sociedades desenvolvidas maduras para a turbulência da dívida? Para se responder a esta questão, não será eficaz a forma política da federação, será necessário que a esta forma política esteja associada uma função de regulação que absorva os fluxos de dívida e recupere as condições de competitividade. Mais do que uma federação política, a Zona Euro precisa de entidades federais de regulação monetária e fiscal, estabelecendo normas comuns nas políticas públicas de maior despesa, para as retirar dos mercados políticos nacionais (que são incapazes de estabelecer o equilíbrio entre procura e oferta de direitos e garantias).

Análise de Conjuntura

O paradoxo europeu: um paradigma de austeridade ou uma política de crescimento?

Na economia portuguesa, salvo alteração significativa ou descontinuidade europeia, haverá que prosseguir o cumprimento dos objectivos decorrentes do Memorando de Entendimento com a troika FMI/UE/BCE porque não há alternativa político-económica viável. Não sendo possível escapar a um padrão de austeridade, há que saber doseá-lo, não só económica, mas política e socialmente (a sobredose é, inclusive, um dos factores que concorreram para os desvios em termos de receita fiscal e do “inesperado” agravamento do desemprego).

Tema de Fundo

As Estratégias Comunitárias até 2020 para o crescimento e o emprego. A posição de Portugal.

A partir de 2014 serão disponibilizados cerca de 2 mil milhares de milhões de euros em dotações, para os 27 Estados que constituem a UE. Da lista de objetivos definidos pela Comissão, todos podem ser aplicados em Portugal, mas a Comissão pretende uma focagem em apenas alguns, que sejam considerados prioridades estratégicas, pelo que será necessário fazer escolhas, isto é, uma definição estratégica dos domínios em que vão ser aplicados recursos e encontrar fontes alternativas para restantes. É uma oportunidade para Portugal.

Estratégia e Competitividade

Balança Comercial: primeiro saldo positivo desde 1943

Em 2012, estima-se que a Balança Comercial portuguesa atinja um saldo positivo de 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB), acontecimento que apenas se registou anteriormente entre 1939 e 1944, com destaque para 1943, ano em que o saldo externo ultrapassou 10% do PIB. As exportações portuguesas apresentam um desempenho recente encorajador, mas o sucesso não se encontra isento de escolhos relativos à sustentabilidade e capacidade de avanços em termos de conquista de novos mercados, progressos no valor acrescentado incorporado, menor sensibilidade da procura ao preço e capacidade de ampliação de rendimentos futuros.

Espaços Económicos e Geopolítica

Mutação e Resiliência ou os Limites da Acomodação da Mudança

Se os antigos polos de poder e os seus aliados principais têm um peso relativo menor no bolo da economia mundial, isto significa obviamente que alguém está a aumentar a sua fatia. E foram os designados países emergentes que viram a sua economia crescer.

Neste novo paradigma, de contornos ainda incertos, é possível verificar que o centro de poder do Sistema Internacional já não passa pela ultrapassada legitimidade do Conselho de Segurança das Nações Unidas, estando agora a sua centralidade com expressão visível no G20, onde alguns países alinham novas regras da supercomplexa governabilidade global.
Relatório Trimestral SaeR

Para adquirir o Relatório SaeR, por favor utilize o formulário abaixo:

 (*)
 
 
 
(*)
 
 
(*)
(*)
 (*)

Os campos marcados com * são de preenchimento obrigatório.
Consulte a nossa política de privacidade de dados.

Notícias

Clube SaeR

Aceda aos conteúdos exclusivos e receba regularmente a newsletter SaeR directamente na sua caixa de e-mail.

Contactos

Rua Luciano Cordeiro, 123 4º Esq.
1050-139 Lisboa
Portugal

Tel: +351 213 030 830
Fax: +351 213 030 839
E-mail: saer@saer.pt