SaeR - Sociedade de Avaliação de Empresas e Risco

RT SaeR Junho 2014

Editorial

O que Fica

A crise estratégica das economias desenvolvidas ocidentais e japonesa

As economias ocidentais e japonesa perderam vitalidade, no sentido de que a sua evolução passou da fase anterior de rendimentos crescentes para a fase atual de rendimentos decrescentes. Mas as sociedades em que existem estas economias também se tornaram sociedades maduras, onde o envelhecimento demográfico, com diminuição da natalidade e prolongamento da esperança média de vida, indica que haverá pressões orçamentais crescentes com o financiamento das suas políticas públicas. Todas elas enfrentam a mesma crise de crescimento que gera a mesma crise de endividamento, que agrava a mesma crise de desigualdade e torna irrecuperável a mesma crise demográfica, até se chegar à mesma crise democrática e à mesma crise estratégica.

Análise de Conjuntura

A receita para os tempos que se avizinham:realismo, lucidez e pragmatismo

A consolidação das contas públicas deverá prosseguir, para além de se prestar atenção à evolução das contas externas. Contudo, esta prossecução deverá ser lúcida e pragmática nos compromissos a encontrar. Por outros termos, realismo pragmático porque os desenvolvimentos externos internacionais e os internos europeus podem-nos obrigar a processos de tomada de decisão delicados, não só económico-financeiros. Repare-se, por exemplo, que as atuais condições de financiamento externo à República resultam em grande medida dos desenvolvimentos externos. Estes aspetos deverão estar presentes aquando do acompanhamento e eventual necessidade de tomada de posições quanto ao mais que provável processo de renegociação das condições de manutenção do Reino Unido na UE, à evolução dos movimentos independentistas europeus, em particular na vizinha Espanha, e ao processo negocial da Parceria Transatlântica para o Investimento e Comércio.

Tema de Fundo

Financiamento das empresas portuguesas e o BCE

O mercado bancário português é um dos mais fragmentados do eurosistema, como a prática das mais elevadas taxas de juro nas novas operações de empréstimo evedencia. Esta não é uma caraterística recente e não se explica pelo pagamento de taxas de remuneração mais altas nos depósitos. Decorre do elevado endividamento das empresas, da baixa rendibilidade dos ativos, da frágil estrutura de capitais dos bancos (nos últimos anos, a braços com taxas de incumprimentos galopantes), e da relativa menor dependência de depósitos (esta debilidade foi ultimamente mitigada com o auxílio da queda do rácio de crédito-depósitos).

Estratégia e Competitividade

As novas formas de financiamento da economia portuguesa

Hoje temos, por um lado, uma boa oferta de crédito - em termos de quantidade e de preço - para um grupo de pequenas e médias empresas consideradas de bom risco e, por outro, dificuldades crescentes para um grande número de empresas economicamente viáveis. E invariavelmente essas dificuldades tendem a aumentar sempre que se trata de financiar novos projetos, dos quais depende em grande parte a modernização da nossa estrutura produtiva e o crescimento.
Neste contexto, refira-se igualmente uma questão de natureza distinta, mas que assume uma grande importância - a questão do risco. Todo este movimento, para ter sucesso em tempo útil, tem de caminhar a par e passo com a implantação e a utilização de novos modelos e técnicas de avaliação do risco. Mas, para que tal seja viável e relevante, é imperativo que se assista ao agrupamento de um número crescente de PME em categorias de Risco, em função de adequados sistemas de notação e de rating.

Espaços Económicos e Geopolítica

O progresso de África: a atualidade e as expetativas para as próximas décadas

É fundamental colocar África a investir num crescimento inclusivo. Desde logo, com a construção de infraestruturas, em especial redes rodoviárias e sistemas energéticos. Mas, para isso, é necessário maior financiamento, o qual apenas será uma realidade caso sejam apresentadas propostas credíveis e por via de novos modelos de negócios. Os cálculos apontam para uma necessidade de financiamento de cerca de 48 mil milhões de dólares - sem que pareça viável que os mecanismos financeiros globais reforcem os seus apoios aos governos africanos com vista à consecução de projetos mobilizadores a catalisadores de crescimento. Com um baixo acesso aos serviços financeiros, pois apenas um cada cinco africanos possui uma conta numa instituição financeira, também é verdade que muito dificilmente as sociedades e empresas africanas têm acesso às oportunidades que o mercado possa ter.
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