SaeR - Sociedade de Avaliação de Empresas e Risco

RT SaeR Março 2014

Editorial

O que Fica

A articulação de pequenas crises locais independentes.
Consequências à escala global

A evolução da política e da economia em Portugal continuou, no início de 2014, marcada por um paradoxo: os resultados parcialmente positivos obtidos na correção dos desequilíbrios que foram geradores de uma crise de endividamento são contrariados, e postos em risco, pela incapacidade em se reconhecer o erro da dívida, isso é, o erro
cometido com a formulação e execução de políticas que provocaram os desequilíbrios orçamentais, de balança corrente e de perda de potencial de crescimento. Mesmo os que são obrigados a reconhecer que foram obtidos alguns resultados positivos não se mostram dispostos a aceitar o que ainda será necessário fazer para consolidar esses resultados, e para estabelecer estratégias de médio prazo para retomar o crescimento económico e estratégias de longo prazo para poder absorver a dívida, pública e privada, que foi acumulada nas últimas duas décadas.

Análise de Conjuntura

A incerteza geopolítica e perspetivas para uma economia global em aparente retoma

A evolução económica portuguesa revela-se e deverá revelar-se necessariamente consistente com a melhoria na zona euro. Contudo, há inúmeras incertezas, em particular a respeitante à falta de perspetiva de um ritmo de crescimento real e nominal que assegure a prossecução da consolidação das contas públicas. “Não havendo salvação sozinho”, e tendo em conta que as respostas possíveis decorrem sobretudo da zona euro em que nos inserimos, reafirma-se que uma atitude de “Realpolitik” no quadro de incertezas políticas e económico-financeiras europeias será preferível, em detrimento da identificação com paradigmas política e socialmente insustentáveis a prazo.

Tema de Fundo

Investimento Chinês nos Países da CPLP. Algumas Considerações

Numa viragem histórica decisiva, em 1978 a República Popular da China adotou a Política de Reforma e Abertura ao Mundo Exterior, que conduziu a uma estratégia controlada e progressiva de abertura do mercado interno ao capital estrangeiro e posteriormente às primeiras atividades de investimento chinês no estrangeiro, muitíssimo
cautelosas e, sobretudo, estritamente regulamentadas e fortemente supervisionadas pelo Governo. Sem investimentos e gastos em funções que nas sociedades ocidentais chegam a absorver metade do produto nacional e a maior parte dos recursos públicos, a par com custos laborais comparativamente muito baixos, a competitiva economia capitalista da China soma três décadas e meia de criação de excedentes comerciais e de acumulação de gigantescas reservas cambiais, mobilizadas, gradual e progressivamente, no movimento de internacionalização da sua economia.

Estratégia e Competitividade

Financiamento Alternativo via Mercado de Capitais

Face à realidade com que se depara, o mercado de capitais assume-se como um veículo cada vez mais essencial para o acesso empresarial a capitais. Esta parece ser a melhor forma das empresas aumentarem os seus capitais sociais, para além de acederem a um financiamento que possa substituir ou complementar o tradicional financiamento bancário de curto, médio e de longo prazo, o factoring, as contas correntes caucionadas, as letras, as livranças ou o leasing. A este nível, os principais instrumentos disponíveis são as ações, as obrigações e os produtos híbridos – nomeadamente ações preferenciais, obrigações com warrants e obrigações convertíveis – que contêm uma parte de capital próprio e outra de dívida.

Espaços Económicos e Geopolítica

Prioridades Estratégicas e Programas Operacionais. Aplicação no Terreno do Acordo de Parceria 2014-2020

Existem três inovações transversais, cuja nova lógica introduz muito maior exigência na articulação total entre promotores de projetos, gestores de Programas Operacionais e agentes da administração pública: estratégia de especialização inteligente; conceção de projetos de candidatura por parte de empresas, autarquias e outros proponentes; maior concentração temática e operacionalidade de dois novos fundos, para além dos anteriores fundos estruturais.
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