SaeR - Sociedade de Avaliação de Empresas e Risco

RT SaeR Janeiro 2015

Editorial

O que Fica

Crise dos sistemas financeiros: a alteração do padrão de ordem económica

A dinâmica da globalização competitiva assegurou uma taxa de crescimento mundial elevada e uma distribuição do rendimento favorável às sociedades com economias emergentes. Mas também provocou uma assimetria crescente entre a tendência para a estagnação das sociedades desenvolvidas, demograficamente mais maduras, e a tendência para o crescimento continuado nas sociedades emergentes, com uma maior vitalidade demográfica; bem como uma assimetria estrutural, no sentido em que estas diferenças de dinâmicas tendem a reproduzir-se e a intensificar-se, com um resultado paradoxal.

Análise de Conjuntura

O preço do petróleo e a intervenção do BCE: novas perspetivas globais

Os resultados das eleições gregas constituem, entre outros, um voto anti-austeridade e, provavelmente, o início de um processo de mudança no quadro político europeu quanto ao relacionamento com a UE, onde ocorrerão eleições no Reino Unido - bem como um referendo antecipado -, em Espanha e, mais tarde, em França. A atitude alemã quanto a estes processos, monetário e político, será decisiva. As negociações com o governo serão determinantes para a zona euro, em particular no que respeita à questão das dívidas soberanas. Atente-se que a Grécia pode ser percecionada como um estado-tampão da UE e, em geopolítica, um estado-tampão não é facilmente "descartável".

Tema de Fundo

O risco de estagnação secular a ocidente e no Japão

A lógica das aplicações especulativas assenta na expetativa de que o crescimento dos rendimentos seja superior aos encargos financeiros com a obtenção do crédito e a sua renovação na data de maturidade. Havendo crédito abundante, disponibilizado pelas reservas das economias com excedentes, a tendência especulativa continuará - até que o crescimento do produto e dos rendimentos comece a dar sinais de enfraquecimento e se interrompa com estagnação e deflação. Passado esse ponto crítico, dar-se-á a queda numa recessão de balanços, o que obrigará à redução por parte dos agentes económicos - consumidores, produtores, entidades financeiras, estados - da sua exposição à dívida, absorvendo as imparidades entre os valores contabilísticos atribuídos aos ativos e o seu valor real no mercado.

Cidades e Desenvolvimento

O inevitável equilíbrio financeiro das autarquias

Num contexto de austeridade, as autarquias também foram chamadas a reequilibrar as suas contas e, forçosamente, a rever as suas estratégias, atendendo às idiossincrasias próprias de cada concelho, evidenciando as suas forças e oportunidades, em contraponto às naturais fraquezas e ameaças que se colocam. Nesta perspetiva, é imperativo que se olhe a prazo para o panorama autárquico, muito para lá do mandato de quatro anos. Para tal, importa assumir o papel da autarquia como potenciadora da criação de riqueza, ao invés de sorvedouro de fundos que deixarão de existir. Esta abordagem estratégica não implica a dependência de terceiros (banca ou administração central), mas exige garantias de resiliência na disciplina orçamental, no compromisso a longo prazo e na adequada articulação entre os atores públicos e privados. Apenas assim o poder municipal poderá assumir em pleno o seu papel de motor do desenvolvimento socioeconómico em Portugal.
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