SaeR - Sociedade de Avaliação de Empresas e Risco

Criação de Centro de Mar em Setúbal

O projecto consiste em reunir num único organismo várias entidades relacionadas com o Estuário do Sado, de maneira a promover e agilizar a elaboração de estratégias de desenvolvimento sustentado para aquela área aquífera.
“Queremos encontrar parceiros que, de uma forma sustentável, organizem tudo aquilo que se passa no estuário”, salientou a presidente da Câmara Municipal, Maria das Dores Meira, no encontro realizado durante a manhã na Estalagem do Sado.

A conferência, com o tema “Centro de Mar do Estuário do Sado: Uma via para o futuro – o caso de Setúbal”, resultou de contactos da empresa criadora do conceito, a SAER – Sociedade de Avaliação Estratégica e Risco, feitos à Autarquia.

“Abraçámos de imediato o projecto da SAER”, frisou Maria das Dores Meira, sublinhando que no Estuário do Sado “existem várias entidades muito dispersas e de costas voltadas”.

Para a autarca, “Setúbal foi sempre uma terra profundamente ligada ao mar” e, “mais do que ontem, o Concelho começa hoje a recuperar maior intimidade com o estuário e a perceber melhor as capacidades e potencialidades de desenvolvimento que, à luz de novas oportunidades, este infindável recurso tem para oferecer”.

Maria das Dores Meira observou que “falar de planeamento integrado que contemple as áreas de aptidão turística, nomeadamente a zona portuária, as praias e os espaços naturais nas zonas envolventes de Setúbal e Azeitão é, porém, falar de um infindável número de problemas, a começar pela incapacidade de comunicação entre instituições”.

A autarca frisou, ainda, no que respeita ao planeamento estratégico e ordenamento do território, as “condicionantes impostas por várias entidades, em particular pela Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, pelo Parque Natural da Arrábida e pela Reserva Natural do Estuário do Sado”.

Maria das Dores Meira defendeu que o “planeamento das áreas protegidas deve ser inclusivo das relações entre o homem e o espaço natural, desde que tenha em consideração o tipo e a intensidade dos usos e aptidão e fragilidade do espaço”, concluindo que ambiciona “um ciclo de desenvolvimento sustentável assente na harmonização entre o homem e o meio”.

O economista Ernâni Lopes, sócio fundador da SAER, sublinhou que o Centro de Mar representa um passo fundamental para o desenvolvimento de Setúbal. A instalação desta estrutura “é uma questão de inteligência”, referiu, resumindo que se trata de um passo qualitativo. “Setúbal não desaparece se não o fizer, mas garantidamente não melhora.”

Ernâni Lopes, que, além de apresentar o conceito de centro de mar, falou sobre as actuais visões macroeconómicas vigentes no mundo, adiantando que estudos, embora ainda por concluir, apontam como “praticamente certo de que no século XXI os oceanos vão ser absolutamente fundamentais na economia mundial”.

A náutica de recreio foi um dos sectores de mercado mais focados durante o encontro. Segundo o representante da SAER, o País tem “o maior potencial de desenvolvimento, no mínimo, à escala europeia”.

Henrique Montelobo, também palestrante no encontro desta manhã, enfatizou a necessidade de se “fomentar, a curto prazo, a instalação de infra-estruturas para a náutica de recreio” em Setúbal.

O administrador da Sonae Turismo afirmou, ainda, sem deixar de se referir também ao actual Plano de Ordenamento do Parque Natural da Arrábida, que “devia ser revista a regulamentação prevista para a náutica de recreio”.

Henrique Montelobo acrescentou não ter dúvidas de que “há regulamentação lesiva para a náutica de recreio, que nem sequer é necessária existir”.
 
Rostos
02.Jun.2010

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