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Ernâni Lopes: Economia portuguesa não vai melhorar em 2008

A economia portuguesa não vai melhorar em 2008, segundo o sócio-gerente da Sociedade de Avaliação de Empresas e Risco, Ernâni Lopes, numa altura em que o mundo está em abrandamento e em que continuam a persistir dificuldades estruturais internas.

«Não é de esperar uma melhoria da evolução económica [portuguesa] em 2008«, pode ler-se no relatório trimestral da SaeR hoje divulgado.
«Todo o mundo à nossa volta abranda«, disse Ernâni Lopes, pelo que Portugal sentirá as consequências disso. A Europa está a sofrer com o abrandamento (que se pode tornar recessão) dos EUA; além disso, a forte desaceleração da Espanha está também a penalizar a economia portuguesa e pode vir a penalizar ainda mais.
«A Espanha vai passar por dificuldades muito grandes«, afirmou, e pode acontecer que a sua desaceleração seja mais intensa do que o anunciado.
Em 2007, a economia portuguesa cresceu 1,9 por cento e para 2008 o Governo prevê uma aceleração, para uma taxa de 2,2 por cento, mas o ex-ministro das Finanças vê com dificuldade a concretização desse cenário.
Com o aumento das taxas de juro, o elevado desemprego e endividamento e a política de consolidação orçamental, não se esperam melhorias para Portugal no curto prazo, sobretudo ao nível do consumo privado. Por outro lado, o abrandamento internacional deve limitar as exportações.
Do lado do investimento, refere a SaeR, as melhorias que podem vir a ocorrer virão de projectos de longo prazo e da ajuda dos fundos comunitários, mas podem não ser suficientes para compensar o abrandamento das outras variáveis económicas.
No mesmo relatório trimestral, a SaeR nota que a «incerteza é actualmente a única certeza« das economias globais.Ernâni Lopes notou que a incerteza tem sido sempre uma «realidade permanente«, mas é «muito alta« neste momento e pode vir ainda a aumentar mais, complicando a recuperação da alta crise económica internacional.
Sobre a crise do 'subprime' (crédito hipotecário de alto risco), o economista lembra que ela era «expectável« e que deverá ser duradoura. Além disso, ao contrário do que alguns querem fazer parecer, não é uma crise conjuntural; é estrutural e inclui o sistema financeiro.
 
Diário Digital / Lusa
07-04-2008

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